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23 de junho de 2016

POEMA DE CICERO MELO

MEU ÚLTIMO AMOR

Cicero Melo

Nunca houve nos caminhos da jornada
Da vida notação, me acompanhando
Estava a Morte, a última da estrada
Das mulheres que amei, me degolando.
Mas, antes de morrer, e olhando o nada
Falei: “Eu que nasci sempre te amando,
Por que deceparás o ser amado,
O que sempre te amou e irá te amando.
Agora, a morte é minha amante e amiga
Dorme sempre nos sonhos: tão querida .
Mas, ela , nunca dorme, sempre a voar
Todo dia me deixa tão sozinho...
Mas sempre volta a mim com um bom vinho
Do sangue que acabara de ceifar.

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