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1 de agosto de 2012

Meus Poemas


Eu te peço perdão Vaz de Camões

Iremar Marinho

Eu te peço perdão Vaz de Camões
Por te deixar morrer pedindo esmolas.

Eu te agradeço Gênio Luso por salvares
Os Lusíadas do naufrágio
Por salvares do naufrágio Portugal.

Eu te peço perdão Filho de Luso
Por te não socorrer e a Alcmena.

Sou o império português que te exilou  
Sou o rei Dom Dinis que te acolheu
Sou a Igreja que aprovou a Saga Lusa.

Sou o povo lusitano
Sou o vulgo brasilês
Descendo do nobre Henriques.

Por Saturno eu te agradeço
Por existir Portugal
Pelo ouro do Oriente
Pelos mares transportados.

Por Baco eu te agradeço
E o sacrifício de Inês.

E o mouro
Horrendo
Morrendo.

Poema do espanto para Ferreira Gullar

Iremar Marinho

Mundo vasto bate à porta.
Se os ossos me espancam,
O poema não se espanta.

Não vou mais a São Luiz.
Não vou rimar meretriz
Com minha falta de espanto.

Não há poema se o tempo
Retrai do poeta o canto
(a espera do espanto).

Por falta de espanto, faço
Poema vivo na carne,
No osso – a face desnuda.

Crio poema perplexo.
Já não há encanto
Não mais me espanto.